05/04/2026
Se você recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), provavelmente já recebeu ligações de bancos oferecendo empréstimo consignado. Antes de aceitar, é fundamental entender as regras — e as armadilhas.
Sim, desde 2015. Porém, o BPC paga exatamente um salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026), sem 13º. A margem é até 35% + 5% sobre esse valor. E o beneficiário está, por definição legal, em extrema vulnerabilidade financeira.
Comprometimento excessivo: com parcela de R$ 567, sobram R$ 1.054 para todas as despesas do mês.
Refinanciamento em cascata: o banco oferece "refinanciamento" que renova a dívida com juros compostos acrescidos.
Cartão consignado (RMC/RCC): a armadilha mais perigosa. Juros rotativos acima de 300% ao ano, pagando o mínimo indefinidamente.
Contratação por telefone sem compreensão: correspondentes usam linguagem confusa para obter aceite verbal.
Fraude: contratação sem qualquer participação do beneficiário.
Direito de arrependimento (7 dias), informação clara, cancelamento do cartão a qualquer momento, anulação de contratos fraudulentos com restituição em dobro, e proteção especial como consumidor hipervulnerável (idoso + baixa renda).
Vulnerabilidade não é sinônimo de desamparo. Os tribunais reconhecem a hipervulnerabilidade e condenam bancos a indenizações maiores.
O escritório Juliano Garbuggio Advocacia defende beneficiários do BPC/LOAS contra abusos bancários. Atendimento em todo o Brasil.
Juliano Garbuggio — OAB/SP 505.598 · OAB/PR 47.565 · OAB/MG 234.362
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